quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Vou acabar com os males do mundo. Do meu mundo.

Assolada por uma terrível dor cuja origem não se identifica, dei comigo a pensar que se pudesse acabava com a dor no mundo. Se me fosse concedida a possibilidade de acabar com um dos muitos males do mundo, acabava com a dor.

Logo de seguida, lembrei-me que a dor é um sinal de alarme que o nosso corpo nos envia para alertar de algum desequilíbrio ou enfermidade. A insensibilidade à dor é, aliás, considerada uma doença.
Ora, pois, poderia erradicar as doenças. Porém, a verdade é que as doenças são formas de o nosso corpo nos alertar para o facto de estarmos a viver em desarmonia com as leis da natureza, com o ritmo do nosso corpo. E as que não são dessa ordem, como as genéticas, por exemplo, são marcas cármicas que nos permitirão avançar, se assim o entendermos, na nossa evolução espiritual. Para além disso, a sobrepopulação mundial seria um problema bem mais sério do que aquele que temos hoje em dia.

Por falar em doença, podíamos acabar com a indústria farmacêutica. Essa sim, responsável por epidemias sérias e vírus fabricados. A natureza dá-nos tudo o que precisamos para equilibrar o nosso organismo. Porém, a indústria farmacêutica só existe por causa de interesses financeiros. E se acabasse com o dinheiro no mundo? Ah que sonho lindo... Sem dinheiro, não haveria economia nem finanças, não haveria jogo de interesses estatísticos... As pessoas teriam que dar de si e em troca receber do si do outro. Seria uma verdadeira meritocracia. Cada um de nós colocaria os seus talentos ao serviço da comunidade, valorizando o seu mérito pessoal... Sim, eu sei que já houve mundo sem dinheiro e que não se construiu meritocracia alguma, mas será que posso sonhar só um bocadinho? Já que não consigo adormecer, sonho acordada!

Portanto que mal do mundo erradicaria eu? A dor, a doença, o dinheiro... e o mundo continuaria às avessas. Podia acabar com a fome. Ou será que sem fome deixaríamos de cultivar, de trabalhar, de produzir? Tendo nós as necessidades básicas de sobrevivência asseguradas, sabemos bem que a grande maioria optaria por não fazer nada de útil com a sua vida e a vida devassa (seja lá o que isso for, mas não é coisa boa, certamente) grassaria pelo mundo - mais ainda. 

A guerra. Podia acabar com a guerra. Mas que guerras? A guerra, enquanto confronto armado? A guerra económica? A guerra psicológica?  Sim, todas essas. Ora, mas se acabasse com a guerra no mundo continuaria a haver fome, pobreza, doença, dor, sofrimento...

Mais um pouco e concluo que afinal não acabava com nenhum dos males do mundo, pois começa a parecer-me que todos eles são essenciais ao nosso equilíbrio, por mais desequilibrado que o dito seja. Efectivamente, sabemos bem que a condição humana é caracterizada pela dualidade, pelos opostos. Por luz e sombra, amor e ódio, bem e mal, paz e guerra. Não nos saberemos felizes se não tivermos conhecido a infelicidade. Sócrates, na voz de Platão explicou isto há muitos séculos atrás: só conhecemos algo pelo seu contrário.

Será possível que, se me fosse dado o poder de erradicar um dos males do mundo, eu não saberia usá-lo?!

O poder, podia acabar com o poder. A sede de poder, os jogos de poder, o poder poder. Se bem que, na verdade, o poder não é em si um mal. Eu posso fazer mal ao outro, mas também posso fazer-lhe bem. Posso ter o poder de ajudar o outro. E isso não pode ser erradicado, que é uma das poucas salvações que ainda nos resta... o poder! 

E eis que tive uma epifania… os males do mundo têm origem no uso desajustado do poder pessoal. E esse uso desajustado advém da falta de auto-estima. Quem tiver uma boa auto-estima, não precisa de se valorizar desvalorizando o outro, não precisa de se valorizar através de bens materiais, porque se valoriza como é. Quem tem excesso de auto-estima (aquele que se julga mais do que os outros) tem também uma visão deturpada de si, pelo que ama e aceita um Eu que não existe.
Com uma auto-estima e um auto-conceito equilibrados, não precisaríamos de jogos de poder, de armas, nem de adoptar comportamentos auto-destrutivos. O dinheiro serviria como aquilo que foi na sua origem: moeda de troca. E lá se iam as guerras, a pobreza… pois haveria consequentemente justa distribuição de bens e riquezas, uma vez que com auto-estima equilibrada haveria genuína entrega dos nossos talentos e qualidades ao mundo, generosidade, compaixão e altruísmo… E as doenças! A depressão, de que tanto se fala, desapareceria e a maior parte das restantes doenças também, uma vez que a origem destas é principalmente psicossomática.

O mal do mundo com que acabaria seria, então, a falta de auto-estima.


Como não posso mudar o mundo, mas posso mudar o meu mundo…

Patrícia Cruz

Regras da Pat


A inspiração de cada uma delas já não sei de onde veio... entretanto tornaram-se parte de mim!

1. Usa as ferramentas que tens ao teu dispor, agora.

2. Estuda, lê, medita, observa, ouve, sente.

3. Cuida de ti. Não te escondas, nem te exponhas.

4. Sonha. Faz acontecer.

5. Se aprendeste algo, partilha.

6. Na dúvida, escolhe o que te faz feliz.

7. Só tu tens poder sobre ti.

8. A tua maior força está na tua vulnerabilidade.

9. Busca sempre a tua luz interior.

10. Tudo passa.

11. O caminho certo é sempre o caminho do meio.

12. A maior luz nasce do maior sacrifício.

13. Às vezes, é preciso mandar tudo pelos ares, abandonar, partir.

14. Paciência, prudência, persistência.

15. Curtir a vida! Sempre!

16. Aceitação é a maior benção que podemos dar a nós próprios.

17. Fé e confiança - em ti, principalmente.

18. As grandes verdades vêem-se de olhos fechados.

19. Sê a melhor versão de ti mesma.

20. Pára, pondera, avalia, analisa. Com a Alma.

21. Sempre que subires mais um degrau na vida, celebra-o. Se desceres, também.

22. É ao cair no abismo que descobrimos se sabemos voar.